Não li e aceito: o contrato de adesão celebrado por meio das plataformas digitais e os seus riscos para o consumidor/usuário
Com a presença ininterrupta da tecnologia, a sociedade contemporânea estáressignificando, sem chance de retrocesso, a forma com que os indivíduos serelacionam, comunicam, trabalham, compram, se divertem em uma velocidade eprofundidade nunca antes vista. Situado no ápice da Quarta Revolução Industrial,todo o corpo social está em transformação, se metamorfoseando e o impacto dessefenômeno é imprevisível. Celebrar relações de consumo no ciberespaço não é umautopia, principalmente, no tocante ao fornecimento de serviços imateriais e“gratuitos” como o do entretenimento, proporcionado pelas redes sociais. Sob estaótica, os contratos de adesão impulsionam a hipervulnerabilidade doconsumidor/usuário inserido nas redes, criadas não para satisfazer necessidades deconsumo, mas para alcançar a lucratividade. Se antes era preciso de uma assinaturafísica, agora, basta um toque no botão “li e aceito” para produzir efeitos e gerarobrigações contratuais. As cláusulas contidas nos Termos de Uso das redes sociaisestão focadas na atração de um meio para se chegar ao fim, ou seja, se chegar àmente humana para alcançar o lucro, através de impulsos...