Criptomoedas e o vazio normativo: limites da persecução penal nos casos de furto digital

O presente artigo analisa os limites da persecução penal nos casos de furto digital envolvendo criptoativos, diante do crescente avanço das tecnologias blockchain e da expansão das criptomoedas no cenário econômico contemporâneo.A pesquisa consiste em investigar a adequação do ordenamento jurídico brasileiro ao enfrentamento das infrações patrimoniais praticadas em ambiente digital, especialmente aquelas relacionadas à subtração de ativos virtuais. Para tanto, realizou-se pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, baseada na análise da legislação brasileira, doutrina especializada, artigos científicos e normas regulatórias aplicáveis aos criptoativos. Inicialmente, foram examinados o conceito, o funcionamento das criptomoedas e a tecnologia blockchain, destacando-se suas características de descentralização, imutabilidade e ausência de controle estatal direto. Em seguida, analisou-se a evolução histórica da tutela penal do patrimônio no Brasil, com ênfase no crime de furto e nas transformações legislativas promovidas para enfrentar a criminalidade digital. Por fim, foram identificadas as principais limitações da persecução penal nos crimes envolvendo criptoativos, incluindo controvérsias quanto ao enquadramento típico dessas...
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A (in)acessibilidade da previdência digitalizada: reflexões sobre a participação da pessoa idosa na sociedade conectada

A metamorfose digital dos serviços públicos mudou, de forma irreversível, a forma como os direitos sociais estão sendo fornecidos, especialmente em relação à Previdência Social. O procedimento burocrático tradicional, baseado no atendimento presencial e no processamento de documentos, está sendo gradualmente substituído por sistemas digitais, mecanismos automatizados de análise de dados e ferramentas de inteligência artificial. Nesse sentido, examina-se uma heterogênese, na qual humanos e algoritmos interagem, através das relações sociais, institucionais e administrativas, que são mediadas por sistemas digitais que mudam a natureza do acesso, comunicação e cidadania. Ao analisar como o uso de plataformas digitais como o Meu INSS e sistemas automatizados de análise administrativa afetam o acesso da pessoa idosa, acima de sessenta anos, à previdência social e aos benefícios assistenciais, a pesquisa verifica se a atualização tecnológica está levando ao desenvolvimento da cidadania ou ao agravamento dos processos de exclusão social, culminando na inacessibilidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa desenvolvida pela revisão bibliográfica e documental, com...
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Da força da palavra ao peso da escrita nos contratos: liberdade de forma, do papel aos meios digitais e segurança jurídica

O presente artigo analisa as transformações formais nos negócios jurídicos contratuais, investigando a transição histórica da oralidade para o físico e, contemporaneamente, para o ambiente desmaterializado dos meios virtuais. O objetivo geral consiste em avaliar como o ordenamento brasileiro equilibra a validade dos contratos verbais com as exigências de formalidade escrita e digital, resguardando a segurança jurídica. Diante do risco de exclusão digital e das barreiras trazidas pela legislação de assinaturas eletrônicas, a problematização centra-se na proteção do contratante vulnerável e na eficácia probatória dos novos suportes tecnológicos. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem dedutiva, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com fundamento nas normas do Código Civil de 2002 e em julgados do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Justiça da Paraíba. O estudo destaca o papel das serventias extrajudiciais na humanização das relações sociais no usa da tecnologia também em cidades de pequeno porte, onde a tradição da palavra de honra ainda movimenta a economia local. Conclui-se...
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Hiperconectividade versus privacidade: um estudo sobre a internet das coisas na sociedade em rede

Com foco em investigar os desafios jurídicos impostos pelo avanço da Internet das Coisas e da hiperconectividade ao direito fundamental à proteção de dados pessoais no Brasil, o presente estudo tem como escopo central analisar a suficiência e as limitações do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais diante das vulnerabilidades sistêmicas e das lacunas normativas do ecossistema de dispositivos conectados. É relevante estudar para compreender a sociedade contemporânea. Profundamente conectada, na qual bilhões de objetos físicos coletam, processam e transmitem informações de forma contínua e autônoma, gerando riscos inéditos de vigilância, controle e exploração comercial sem a devida transparência, o que aprofunda as assimetrias de poder entre corporações de tecnologia e os cidadãos. A análise evidencia que a arquitetura da Internet das Coisas, marcada pela coleta massiva, ininterrupta e automatizada de dados sensíveis e pessoais, fragiliza os pilares do sistema de proteção informacional. Observa-se a configuração do paradoxo do consentimento, em que a...
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O novo rosto do audiovisual: inteligência artificial e os limites jurídicos do direito de imagem

Este artigo apresenta a trajetória das revoluções tecnológicas desde a pré-história até a atual Revolução 4.0, demonstrando que a história humana semprefoi moldada por avanços técnicos que transformaram a organização social, econômica e cultural. As primeiras ferramentas, a Revolução Agrícola, a invenção da escrita e o progresso científico pavimentaram o caminho para as Revoluções Industriais, marcadas pela mecanização, pela eletrificação e pela automação. A partir do século XX, a informática, a microeletrônica e a internet aceleraram o ritmo das mudanças, inaugurando a Era Digital e criando um ambiente interconectado que redefiniu o trabalho, a comunicação e a produção de conhecimento. Nesse contexto, a Quarta Revolução Industrial introduziu sistemas ciberfísicos e tecnologias como Inteligência Artificial, IoT, Big Data e robótica avançada, levando à integração profunda entre máquinas e indivíduos. A IA emerge como protagonista desse cenário ao ultrapassar a lógica da programação rígida, aprendendo e tomando decisões a partir de dados, o que gera impactos econômicos, sociais, culturais e jurídicos. A...
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