A alienação parental é um fenômeno complexo que envolve a manipulação de crianças por um dos pais, afetando não apenas a dinâmica familiar, mas também seu bem-estar emocional e psicológico. Este estudo delimita-se na análise dos aspectos jurídicos e psicológicos da alienação parental, buscando compreender suas implicações e a necessidade de abordagens integradas acerca desse tema. Na esfera jurídica, a complexidade da alienação parental apresenta desafios significativos para o sistema legal, incluindo questões delicadas de guarda, visitação e responsabilidade parental. As leis atuais muitas vezes não estão equipadas para lidar eficazmente com esses casos, resultando em decisões judiciais inadequadas que prejudicam o bem-estar das crianças. Portanto, é crucial desenvolver abordagens legais mais sensíveis e proativas, revisando as leis existentes e implementando práticas judiciais que priorizem o melhor interesse da criança. Por outro lado, no campo psicológico, a alienação parental pode causar danos emocionais profundos nas crianças, manifestando-se em ansiedade, depressão, dificuldades de relacionamento e até distúrbios comportamentais. Esses impactos psicológicos podem se estender até a vida adulta, comprometendo o bem-estar emocional e a capacidade de formar relações saudáveis. Conclui-se que é fundamental uma abordagem integrada do Direito de Família com a psicologia e o serviço social para lidar com a alienação parental, além de práticas judiciais sensíveis e intervenções psicológicas para proteger os direitos das crianças e adolescentes afetados e promover seu bem-estar emocional e psicológico.
DATA: 2024
AUTOR: Wanderson Guedes de Sousa
ORIENTAÇÃO: Nayara Maria Moura Lira Lins
TIPO DE PUBLICAÇÃO: Artigo
ÁREA DE CONHECIMENTO: Ciências Sociais – Direito