Pai grávido: proteção jurídica à reprodução assistida do homem trans
A gravidez sempre esteve vinculada a mulher e a reprodução da feminilidade, emcontraponto, a manutenção dos órgãos reprodutores no corpo do homem transdesafia todos esses conceitos “naturais”, assim, o homem trans pode ser pai eigualmente gerar o feto em seu corpo, seja pelo meio sexualizado ou por técnicas dereprodução assistida, episódio que provoca um sentimento de estranheza e recusasocial. De tal modo, o direito do homen trans, está à margem da omissão legislativa,em decorrência desse fato, surgem controvérsias a respeito da gravidez do homemtrans, sobretudo no que diz respeito a poder utilizar-se de métodos de reproduçãoassistida. Neste liame, temos como objetivo geral enfatizar a necessidade deregulamentação legislativa no que concerne a gravidez do homem trans através dométodo de reprodução humana assistida. No que condiz aos objetivos específicostrataremos de estudar a diferença entre gênero, sexo, identidade e orientaçãosexual; verificar os princípios constitucionais aplicáveis aos transgêneros; identificaros entendimentos dos tribunais brasileiros sobre os direitos dos transgêneros; e porfim analisar quais os reflexos...